Faleceu o diretor da AOJESP, Enizal Vieira

É com profundo pesar que a AOJESP comunica o falecimento do diretor da entidade, Enizal Vieira, ocorrido na noite deste sábado, 23 de maio, na Santa Casa de Misericórdia de Ourinhos, aos 78 anos. Oficial de Justiça aposentado, Enizal não resistiu a uma cirurgia considerada de alta complexidade.
Um dos mais antigos associados da AOJESP, Enizal Vieira construiu uma trajetória marcada pela dedicação à categoria, ao serviço público e à sociedade. Ao longo de décadas, participou ativamente da vida associativa da entidade, sempre com espírito colaborativo, respeito aos colegas e compromisso com o fortalecimento institucional dos Oficiais de Justiça.
Em reconhecimento à sua história e às relevantes contribuições prestadas à categoria, Enizal foi um dos homenageados durante as celebrações dos 75 anos da AOJESP, momento que simbolizou o respeito, a admiração e a gratidão da entidade por sua atuação e legado.
Colegas e amigos lembram de Enizal como uma pessoa íntegra, cordial e profundamente comprometida com os valores da Justiça e da dignidade humana. Sua presença deixa marcas importantes na história da AOJESP e na memória de todos que tiveram a oportunidade de conviver com ele.
Enizal deixa a esposa, Anita de Fátima, os filhos Fernanda Juliana, Marcus Vinicius e Fábio Lúcio, além dos netos Murilo, Miguel, Maurício, Erick, Veridiana e Valentina.
O velório será realizado das 6h às 15h, na Rua Gáspar Ricardo, 1190, Vila Nova Sá, em Ourinhos/SP. O sepultamento ocorrerá logo após o encerramento das despedidas.
Como um dos últimos atos em vida, Enizal escreveu um emocionante relato sobre o seu último dia de trabalho como Oficial de Justiça antes da aposentadoria. O texto foi escrito no último domingo (17) e traduz a sensibilidade, a gratidão e o profundo vínculo construído ao longo de décadas de dedicação à Justiça:
“Meu último mandado, em final de longos anos de serviços prestados à Justiça. Foi um final de tarde em agradecimentos e gratidão que fiz a todos, nas pessoas presentes Marisa (chefe da Central) e Waldoloir (Oficial de Justiça). Não houve festas de despedida e nem lágrimas, somente sorrisos e um adeus. Somente fiz orações ao caminhar do Fórum à minha casa, à Deus (GADU) e aos santos abençoados.
Recordei que, durante esses anos todos, construímos amizades eternas. Eu nunca fui à casa deles e eles jamais visitaram a minha, mas são sempre lembrados. Talvez pensem que foram somente no serviço forense. Não foi. Aconteceram pelos contatos durante o caminhar com centenas de milhares de mandados judiciais na Comarca de Ourinhos.
Um dia falei com a Maria Lucia, Oficiala de Justiça: ‘Os Oficiais de Justiça, por trabalharem nas ruas com milhares de pessoas, conhecem ao longo da vida as pessoas pelos gestos ou olhar. O Oficial de Justiça perde a timidez e conduz os trabalhos em qualquer situação’.
E assim foi a última certidão no cumprimento de um mandado em minhas mãos. E foi durante a pandemia, trabalhando pelas ruas, e agora aconteceu o descongelamento do tempo que tinha esquecido. Quase 52 anos de recolhimentos para a aposentadoria. Vida que segue, eu ainda trabalhando em serviços voluntários com a permissão do GADU.”
Neste momento de dor e despedida, a AOJESP manifesta suas mais sinceras condolências aos familiares, amigos e colegas, desejando força e conforto para enfrentar esta irreparável perda.
Que sua trajetória de dedicação, companheirismo e serviço permaneça como exemplo e inspiração para as futuras gerações de Oficiais de Justiça.



